Tempo de leitura: 2 minutos
Nesse dia do advogado, lembrei sobre o ato de cozinhar. Antes que duvide da minha sanidade, convido a acompanhar esse saboroso devaneio.
Um almoço ou jantar começa muito tempo antes de servi-lo, quando o cozinheiro compra seus ingredientes no mercado e na feira. No dia do banquete, logo cedo, quando o café da manhã ainda deixa rastros de sabor na boca, o cozinheiro começa a picar, cortar, fatiar tudo para que possa manusear na hora de cozinhar. Logo antes de servir, prepara a mesa com a louça e os talheres sobre a mesa arrumada, ao mesmo tempo em que os convivas aproveitam o aperitivo e as entradas.
E quando a refeição é servida, é uma festa! Todos se inebriam primeiro com o aroma da comida, depois com a sua aparência e, finalmente, com seu sabor, regado de boa companhia e boas conversas. Curiosamente, por mais tempo em as pessoas se reúnam ao redor da mesa, dificilmente, digamos que alguém come mais que meia hora.
Mas, para que o banquete ocorresse, alguém pode ter picado alho com uma paciência asiática, alguém pode ter cortado cebolas sofrendo em silêncio, alguém enfrentou filas no mercado à noite após um longo dia de trabalho, para adquirir os ingredientes de seu convidado. E, ainda sim, logo antes de servir a refeição, tem sempre aquele que adentra a cozinha bradando: “E aí? Vai demorar muito?”
Penso eu que a advocacia não possa se assemelhar ao nobre ato de preparar uma refeição a alguém. Quantas vezes, uma advogada, um advogado não teve problemas ao distribuir uma ação, recolher um guia, enfrentar filas? Quantas vezes não lidou com clientes desesperados, adversários exasperados, cartorários desencorajados e magistrados atarefados? Quantas noites dividiu o tempo destinado a sua esposa, a seus filhos a um cliente carecedor de ação; não qualquer ação, mas uma atenção que lhe aliviasse a tensão?
Todos os dias, mesmo com todas as dificuldade de reunir ingredientes,advogados preparam, silenciosamente, banquetes para seus clientes. É o banquete da justiça que alimenta de direitos seus clientes necessitados pelos acometimentos de outros. Uma pensão alimentícia conseguida; uma liberdade provisória concedida; aquele dinheiro que saiu da conta de forma indevida.
Quantos olhares de alegria, choros, sorrisos, comemorações, emoções um advogado ou advogada vivencia com seus clientes? Não é outra coisa senão o sabor da vitória oferecida de banquete por aquele que, com todas as agruras, lutou para oferecê-lo: você advogada; você advogado!
Parabéns nesse 11 de agosto por todos os outros dias que lutaram um pouco mais por justiça!
Quer saber mais sobre coaching?
Deixe seu email e ganhe um ebook com 15 dicas incríveis para advogados!